sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Vale a pena acreditar?

Cor do texto

Por que as pessoas ainda amam ou acreditam no amor?


A cada dia é mais frequente o término de histórias de amor e romances que foram jurados para sempre. Ilusão não é algo complicado de ser inserido na vida de alguém. Quem nunca acreditou que uma mentira pudesse ser real? E o pior de tudo: acreditou mesmo sabendo que jamais seria. Isso acontece principalmente com as mulheres, que são capazes de se deixar levar por um olhar, um sorriso, um simples toque. Elas, que sempre serão capazes de apaixonar-se novamente, ainda que garantam que a palavra amor foi dispensada de seus vocabulários.


No começo de um relacionamento, tudo se baseia em paixão e ninguém é capaz de lembrar-se da dor provocada pelos relacionamentos anteriores. Dor pelo fim. Dor pela traição, pela indiferença e uma dor maior por saber que havia um grande vazio em cada vez que um dos dois dizia “eu te amo”. Mas claro, tudo aquilo é passado e uma outra história está sendo construída. Uma história nova, que promete um final feliz assim como todas as outras fizeram. “Desta vez é diferente” é o que todos afirmam no início. Algumas vezes realmente é, mas estas são exceções. Talvez o maior erro em um relacionamento seja que um espera demais do outro. Ambos tornam-se portadores de uma carga de expectativa e ansiedade com a qual não são capazes de lidar. Então os erros acontecem e ninguém sabe apontar quem foi o culpado. Passa-se a viver uma mentira e apenas continua havendo “eles” devido ao medo da solidão.


Os filmes mostram que o amor é lindo. Isso é tudo. Todos sonham em viver um amor como o de um casal protagonista das telas do cinema. Porém o amor deles é inventado. Por trás de todo aquele sentimento bonito e... verdadeiro, havia uma idealização que visava o dinheiro como resultado final. Os filmes mostram apenas o que as pessoas querem ver, assim como as novelas. Quem procura a realidade opta por ler jornal. Mas, ao que parece, as pessoas gostam de se enganar. É como se estivessem desligadas do mundo e inseridas em outra atmosfera na qual tudo se encaixa e ninguém sofre. Uma hora e meia depois, o filme acaba e a realidade grita, querendo mostrar que sempre esteve presente, mesmo quando não era notada.


Assim como os filmes, o romance também chega ao fim. Mais uma vez. O casal sente-se livre, porém os dois estão machucados. Passa-se um tempo enquanto eles se recuperam do velho e preparam-se para o novo. Futuramente, eles se apaixonam de novo. Por outras pessoas. É o começo de mais uma rodada nesse círculo vicioso, que nunca acaba, nesse jogo em que só se sai campeão quando se tem perseverança para continuar jogando mesmo após perder inúmeras vezes.

2 comentários:

  1. Para começar, gostaria de dar-te os parabéns pelo blog. Tu escreves muito bem.
    E respondendo a pergunta que tu começou fazendo, sim, vale a pena acreditar. Explico-me.
    Quando eu era criança, via meus pais brigando e pensava que a minha mãe era uma boba por ficar triste com as briguas e discussões, sempre dizia a ela que não valia a pena. Que nenhum homem valia a pena. E prometi a mim mesma que nunca seria assim, eu nunca iria me entreguar a alguém de uma forma que eu ficasse vulnerável, que eu não iria sofrer por um homem.
    Não direi que ao ver filmes românticos não ficava com o desejo de que a realidade fosse tão mágica como a ficção. Na verdade, eu queria que fosse, mas já havia me convencido de que não seria.
    E foi assim que as coisas aconteceram, durante um bom tempo, pelo menos.
    Então, todos os meus planos foram por água abaixo. Eu me apaixonei. Da forma que eu sempre quis evitar e da única forma que eu não pude evitar. E isso acabou sendo uma das melhores coisas que já me aconteceram.
    Não vou dizer que eu vivo um conto de fadas, muito pelo contrário. Eu vivo a realidade, que surpreendentemente se revelou melhor do que a fantasia, exatamente pelo fato de não ser perfeita.
    Como tu mesma disse, o final feliz foi prometido, e eu espero que ele realmente exista. Mas se ele não existir, tudo acabar da pior maneira e apenas restarem as lembranças, vai ter valido muito a pena. Porque é disso que se trata a realidade, de momentos felizes e inesperados. Não podemos saber se o final será feliz, mas e se o resto da história foi incrivelmente bom, será que este bendito (ou maldito) final feliz é tão necessário? E será que ele é tão forte a ponto de estragar todo o resto da história?
    Eu ainda acredito no amor porque ele roubou um lugar na minha vida e tenho certeza de que não sairá tão cedo.

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  2. Bom texto. Sim, vale a pena. Claro que vale a pena acreditar no amor, na amizade, na felicidade... enfim na vida. Assim como no amor, tudo tem seus altos e baixos. E é essa gangorra, que faz da vida um mistério... Quando descobrimos qual é o real sentido disso? Prefiro não saber. Mas, para não me perder, desculpa acabo me empolgando, gostei muito do teu texto. Acabei por casualidade olhando teu blog e gostei. Não só desse mas dos outros textos também. Continue assim, escrever é a melhor forma de se conhecer... Beijo

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